sábado, 3 de abril de 2010

IN MEMORIAM ZACHARIAS D'AÇA 1839-1908


"Entroncado, de bom aspecto, bigode forte e mosca, com seu colarinho engomado e gravata preta em laço, quase uma fita, Francisco Zacarias de Araújo da Costa Aça tinha um ar de bonomia, filho de um militar, Zacarias D’Aça foi um erudito, um caçador emérito, um escritor vernáculo e cavaqueador infatigável.

Profissionalmente, foi 2º oficial da Direcção Geral d’Instrução Pública; leccionou durante 14 anos no Colégio Luso-Brasileiro, foi sócio efectivo do Grémio Artístico e Académico, sócio de mérito da Academia Real de Belas Artes, exercendo com a maior competência o cargo de bibliotecário.
Dedicou-se a assuntos históricos, cinegéticos, à arte e investigação deixando vasta obra publicada, privou com Castilho, Herculano, de quem herdou qualidades literárias.

Prosador de finas e poderosas faculdades, teve singeleza e colorido, elegância e individualidade.

Para além de colaborador em esparsos periódicos da época Occidente, Tiro Civil, Tiro e Sport, A Caça, foi também fundador e director literário do primeiro periódico de caça que existiu nas nossas terras Jornal dos Caçadores, 1875. Também preparou e publicou obras onde o prazer da caça sempre teve lugar destacado, como sucedeu em 1883 com o Almanach dos Caçadores, que incluía preciosas informações e conselhos úteis. Em 1899 publica Caçadas Portuguesas. Figuras de campo, paisagens; e aqui quer na descrição de caçadas, de paisagens ou personagens, a sua pena esteve seguramente à altura de um Silva Porto. Em 1907 já bastante doente, e como se de um último fôlego de tratasse ainda publicou Lisboa Moderna onde trata de assuntos para além do prazer da caça, ainda assim pintando com toda a sua mestria uma boa meia dúzia de episódios de caça. E como se não bastasse por si só, a beleza no estilo, o apropriado da linguagem a graça na descrição, também figuram nas suas páginas os caçadores mais notáveis da época.

Pode ser-se um bom caçador no mato, bater-se a meia encosta com muito vagar, uma bandada de perdizes ou ler no chão rijo o rasto do arteiro e vigoroso javali que vai ferido, mas escrever com maior entusiasmo e singeleza que Zacarias D’Aça não é fácil, foi inegavelmente, o primeiro e ainda do melhor que se escreveu do género em Portugal. Estou seguro que ainda tem a seu lado a sua cadela predilecta a 'Jóia', a sua escopeta 'scott' e seus bons companheiros Bulhão Pato, Lopes Cabral, Carlos e Jaime Bramão, Dr. Avelar, Dr. Manuel Bento de Sousa (o famoso Dr. Minerva …) bem como o catraeiro Lourenço, o homem que os transportava para a outra banda em busca da elegante codorniz, da nédia lebre ou da esquiva narceja nesse juncal alagado da Trafaria com alcantis bordejados pelo Tejo.

Quem diria, o paraíso da caça que era a Trafaria meados do século XIX!
Um outro dos seus caçadeiros preferidos, eram essas encostas da Arruda revestidas de vinhedos que corria em busca de uma boa cintada de perdizes, por este lugares ainda ecoam estéreis tiros, deste ínclito caçador-escritor muito marcado pelo romantismo.

Não poderia pois velho companheiro no centenário da sua morte, deixar de relembrá-lo, e dedicar-lhe embora que parcas algumas palavras amigas e de admiração
"

Texto de Nuno Sebastião, in Calibre 12, Dezembro de 2008 [aliás in RIBEIRA SECA, de Pedro Miguel Silveira, com a devida vénia] - sublinhados nossos

AINDA ... ZACHARIAS D'AÇA






Regressamos a Zacharias D'Aça de as suas "Caçadas Portuguezas" [download em pdf - AQUI]. Curiosa peça biográfica do erudito liberal, talentoso crítico de arte e bibliotecário, escritor e publicista, amante da caça e da Arte.

ler/download AQUI.

JEAN-BAPTISTE OUDRY


Jean-Baptiste OUDRY 1686-1755 - "... Oudry a laissé un grand nombre de dessins. Les plus connus sont les 275 dessins qui servirent à l'édition dite des Fermiers généraux[2] et les Fables de La Fontaine, gravées par Charles-Nicolas Cochin. Il est également l'auteur d'un Almanach de rébus paru en 1716.

Oudry a peint le portrait, l'histoire, les chasses, le paysage, les animaux, les fruits, les fleurs ...
" [ler AQUI]

sexta-feira, 2 de abril de 2010

SIR RALPH SADLER


Retrato [por Mare Gerhardt?] de SIR RALPH SADLER [SADLEIR or SADLEYER] (1507-1587), via Bibliotheca Accipitraria.

Ralph Sadler foi diplomata, agente e secretário do Rei Henrique VIII e "Grand Falconer to Queen Elizabeth".

sábado, 5 de dezembro de 2009

ANTÓNIO RODRIGUES PIMENTEL



[Ms.] TRATADO DA CURIOSIDADE DA CAÇA DA MONTARIA, offerecido ao muito alto, e poderoso Rey D. João IV, legitimo successor da Monarquia Lusitana. Escrito a 4 de Janeiro de 1649 - composto por António Rodrigues Pimentel, "natural da vila de Aldeia Gallega do Ribatejo, caçador do Serenissimo rey D. João I". [in Diogo Barbosa, T. IV]

O original, "que vimos, consta de tres livros. O primeiro tem vinte e seis capitulos, o segundo trinta, e o terceiro dezanove. Conserva-se no Archivo da Serenissima Casa de Bragança" [ibidem]

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

HISTOIRE DES LIVRES DE CHASSE


"La longue histoire de la chasse aux chiens courants, antérieure même à l'invention de l'imprimerie (vers 1450), est jalonnée de traités de référence.

Après des manuscrits latins, les premiers traités de vénerie écrits en français datent du XIVe siècle: Guillaume Twici, le célèbre Gaston Phébus, comte de Foix (1387), Henry de Ferrières (Le livre du roy Modus, composé vers 1360 et imprimé en 1486).

Au XVIe siècle, paraît le plus important texte français sur la vénerie, celui de Jacques du Fouilloux, gentilhomme poitevin (1561). Il est suivi de La chasse du loup de Clamorgan (1566). À la même époque, c'est le roi de France, Charles IX, qui compose un traité de la vénerie du cerf, sous le titre le plus approprié, La chasse royale (publié en 1625).

Les commandants de la vénerie du roi ou des gentilshommes de province vont rédiger par la suite des traités qui vont nourrir la tradition de la grande vénerie française, modèle unique dans une Europe dont le centre est Versailles: R. de Salnove (1655), Gaffet de La Briffardière (1742), J.B. Le Verrier de la Conterie (1763), Goury de Chamgrand (1769), J. d'Yauville (1788).

Au XIXe siècle, les traités de vénerie ne disparaissent pas. Les noms de Boisrot de Lacour, Le Couteulx de Canteleu, Chabot ou d'Armaillé rappellent de célèbres veneurs et des auteurs remarquables. Mais il apparaît aussi à cette époque, suite naturelle de la théorie, de nouveaux ouvrages aux pages mémorables: les récits et les souvenirs. Le veneur se raconte avec plaisir et aime partager sa passion. Aussi ces textes rencontrent rapidement un grand succès !

Le plus célèbre de ces mémorialistes reste le marquis de Foudras dont les ouvrages (publiés entre 1849 et 1914) ont nourri la passion de générations de veneurs. À sa suite, et jusqu'à nos jours, viennent D'Osmond, Halna du Fretay, La Besge, Gasté, Martimprey, Vialar ou les piqueurs Daguet. Les plus beaux laisser-courre revivent sous leur plume, illustrés avec élégance par Karl Reille, Xavier de Poret ou Charles-J. Hallo.

Ainsi, à travers manuels et récits, les ouvrages de vénerie forment un remarquable témoignage -sur plus de six siècles- des rapports entre l'homme et la nature. Conservant un vocabulaire spécifique très ancien, ces textes témoignent d'une tradition dont les animaux et les chiens sont les principaux acteurs" [retirado AQUI]

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ENGLISH FALCONERS



English Falconers of the XVII Century, de F. Barlow, in Bibliotheca accipitraria.

Bibliotheca Accípítraria



Bibliotheca accipitraria. A CATALOGUE OF BOOKS ancient and modern relating to FALCONRY, with notes, glossary and vocabulary, por James Edmund Harting. Librarian to the Linnean Society of London, London, Bernard Quaritch, 15 Piccadilly, 1891.

online in Internet Archive Org.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

LE PARFAIT CHASSEUR - M. AUGUSTE DESGRAVIERS


Le Parfait chasseur, traité général de toutes les chasses, avec un appendice des meilleurs remèdes pour la guérison des accidents et maladies des chevaux de chasse et des chiens courants, et un vocabulaire général à l'usage des chasseurs, par M. Auguste Desgraviers,.., Paris, Demonville, 1810

ler todo o livro AQUI.

Muito importante para a leitura dos capítulos sobre o sabujo no Livro da Montaria.

Ver: De la manière de dresser les chiens courans avant de les mettre en chasse (pág. 42 a 61).

consultar livro, AQUI.

BIBLIOTHÈQUE D'UN CHASSEUR


[Catalogue de] la Bibliothèque d'un Chasseur - vendida em Lille (Hôtel des Ventes), em 26 Setembro de 2000, por Emmanuel de Broglie, Cabinet Revel (Paris)

Curiosa Biblioteca, sem referência nossa, que data do ano de 2000, com temas variados e muito estimados.

A consultar.

JOURNAL DES CHASSEURS


JOURNAL DES CHASSEURS, Paris, Bureaux du Journal, 1843-48, IV vols

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

CAÇADAS PORTUGUESAS



CAÇADAS PORTUGUESAS. Paizagens - Figuras do campo, de Zacharias d'Aça, Lisboa, 1898

via Internet Archive

quarta-feira, 28 de março de 2007

BIBLIOGRAFIA [ESPANHOLA] CITADA POR WILLIAM ARKWRIGHT


Bibliografia [espanhola] citada por William Arkwright

- Etymologiarum, libro XX, por San Isidoro [o bispo de Sevilla], 606-63
- Libro de la Montería do rey D. Alfonso XI, 1345
- Libro de Caza, pelo Príncipe D. Juan Manuel, sec. XIV
- El Conde Lucanor, pelo Príncipe D. Juan Manuel, sec. XIV
- Libro de la Caza de las Aves, de D. Pedro López de Ayala, sec. XIV)
- Tratado de Caza y otros [Anónimo conservado no British Museum], sec. XV
- Aviso de Cazadores y de Caza, por Pedro Nuñez de Avendaño, 1543
- Tratado de Montería y Cetrería, por F. Juan Vallés, 1556
- El Peregrino en su Tierra, de Lope de Vega, 1562
- Discurso sobre el libro de la Montería del rey D. Alfonso XI, por Gonzalo Argote de Molina, 1582
- Fueros y Observancias de Navarra, sec. XVI
- Diálogos de Montería [Anónimo conservado na Biblioteca do Escorial], sec. XVI
- Orígen y Dignidad de la Caza, por Juan Mateos, 1634
- Exercicios de la Gineta, de Gregorio de Tapia y Salcedo, 1643
- Arte de Ballestería y Montería, por Alonso Martínez del Espinar, 1644
- Tratado de la Caza al Vuelo, por F.F. de la Escalera
- De las propiedades del Perro Perdiguero [ms anónimo da colecção do Duque de Osuna], sec. XVII
- Arte de Cazar, por Juan Manuel de Arellano, 1745
- Tratado de la Caza de las Perdices, de Ramon Mauri y Puig, 1848
- Investigaciones sobre la Montería, por Miguel Lafuente y Alcantara, 1849
- Tesoro del cazador [Anónimo], 1858
- Tesoro de los Perros de Caza [Anónimo], 1858
- La Aviceptología, por Jose María Tenorio, 1861
- Fauna Mastológica de Gallicia, de Victor Lopez-Seoane, 1861
- La Ilustración Venatoria [Periódico], 1878-1886
- Biblioteca Venatoria, editado por Gutierrez de la Vega [posterior a 1879]
- La Caza [obra enciclopédica], por Francisco de Uhagon, 1888
- Los Perros de Caza Españoles, de Gutierrez de la Vega, 1890
- Páginas de Caza, por Evero, 1898

[Foto: William Arkwright]

terça-feira, 27 de março de 2007

POINTERS


Pointers in a Landscape (1933)

In William Secord Gallery - Pintor: Percival Rosseau (1859 -1937)

WILLIAM ARKWRIGHT


Antonio Pisanello (1395-1455?) - Vision of St. Eustace

"The first likeness of a pointing-dog that I have found is a pencil sketch of a head by an Italian, Pisanello (...), which is supported by a painting attributed to Titian (1477-1576), and by a picture by Bassano (1510-1592), at Madrid. The scene of this last is laid in the Garden of Eden; and here in a corner is a "bracco" staunchly pointing partridges"

[William Arkwright, in The Pointer and His Predecessors]

domingo, 25 de março de 2007

ARTE DE BALLESTERIA Y MONTERIA


Arte de ballesteria y monteria - por Alonso Martínez de Espinar (1594-1682)

"En 1644 (siglo XVII) Alonso Martínez del Espinar en su 'Arte de Ballestería y Montería' destaca al podenco como uno de los tipo caninos más difundidos y apreciados por los cazadores de la época, sin bien es verdad que en el siglo XVII los nobles preferían a los perros de muestra, y la mayor parte de la bibliografía de la época está dedicada casi por exclusividad a los perdigueros y perros de punta. El podenco pasó a convertirse en el perro del pueblo. La absoluta autosuficiencia del podenco para la caza menor le hizo gran aliado del campesinado con pocos recursos, para los cuales la caza no era un deporte, sino un modo de subsistencia"

[in El Podenco Andaluz - sublinhados nossos]

Nota: Arte de ballesteria y monteria: escrita con metodo, para escusar la fatiga, que ocasiona la ignorancia, por Alonso Martínez de Espinar, Madrid, En la Imprenta Real, 1644 / outra edição: Madrid, Ediciones y Publicaciones Españolas, 1946 / ainda uma outra: Madrid, Guillermo Blázquez, 2002 [Reprod. da ed. de Madrid, com ilustrações] - Foto: Museu do Prado

domingo, 18 de março de 2007

O POINTER


"A origem do Pointer Inglês é bastante controversa. Alguns estudiosos afirmam que o Pointer originou-se na Espanha e outros defendem que foi desenvolvido na Inglaterra, a partir de cruzamentos de Bloodhound, Foxhounds e Greyhounds. Segundo William Arkwright, reconhecido como o maior estudioso da raça, o Pointer Inglês originou-se no Oriente, de onde foi levado para a Itália, passando pela Espanha (onde teria desenvolvido sua estrutura de crânio atual) e finalmente, da Espanha para a Inglaterra onde se desenvolveu até atingir sua forma moderna.

Os Pointers foram apresentados em exposições pela primeira vez no ano de 1859 em Newcastle-on-Tyne, Northumberland. Esta exposição tinha como objetivo mostrar que bons cães de caça poderiam ser bonitos, bem estruturados e inicialmente era restrita a Pointers e Setters. Com o sucesso obtido, foi ampliando as raças participantes e é considerada a precursora das atuais exposições de estrutura e beleza. Já em 1877, a Westminster Kennel Club, a mais importante exposição cinófila mundial tinha inscritos mais de 100 Pointers.

O Pointer traz no nome sua principal função: encontrar a presa e 'apontá-la' (to point) para o caçador. Para desempenhar bem essa atividade, o Pointer possui um faro excepcional, e apresenta extrema agilidade e grande força física que lhe permite percorrer grandes distâncias até encontrar a caça (...)

Um dado curioso sobre o comportamento dos cães de aponte, nos quais incluem-se os Pointers e os Setters é levantado por Stanley Coren, autor do livro 'A Inteligência dos Cães'. Segundo ele, o comportamento típico desses cães, que, ao localizar a presa assumem sua postura característica, ficando imóveis, seria o resultado de um 'curto-circuito', uma sobrecarga neural que 'congela' o animal diante da presa. A ausência deste 'curto-circuito' impeliria o animal sobre a caça. O mesmo tipo de comportamento pode ser observado nos lobos, onde um animal-guia, 'congela' apontando a presa e mantendo sua postura até que o restante dos membros efetive o ataque (...)
"

[In Dogtimes (sublinhados nossos) - Ler mais aqui]

THE POINTER AND HIS PREDECESSORS - W. ARKWRIGHT


"First published in 1903 in a large 'coffee table' format, his book was followed by a more handy Second Edition in 1906 which was entitled 'The Popular Edition'. It is this second edition which I published as re-prints in 1977 and 1989. The current re-print is of the same format containing all twenty-two illustrations as found in this 1906 edition.

'The Pointer and His Predecessors' contains chapters on Early History, Later History, Shows and Working Trials, Characteristics of the Pointer, Breeding and Selection, Alien Crosses, Shooting over Dogs, Breaking, Kennel Management, and a List of Books.

This is without doubt the most famous and authoritative book ever published on the pointer. This book consolidates the information on the pointer up the peak of it's development, and decline, around the turn of the century.

As he describes in the first chapters, the pointer was imported into this country around 1730. It was a slow ponderous animal which was to be transformed during the next hundred years into a fast, easily trained game-finding machine. But fashions were changing; so was farming and the countryside. The vogue was for bigger and bigger bags which could only be got by driving, the 'battu', to teams of Guns in blinds or butts. The pointer's heyday was over.

[William] Arkwright was a pointer fanatic. He spent nine years on research, and learnt another European language so he could complete his book. But this is a book which will be of interest to anyone who enjoys dogs or sport. Arkwright joined The Kennel Club in 1876 soon after its formation and two years later was elected to the Committee. He was responsible for starting field trials for spaniels and the first trial of the Sporting Spaniel Club was held on his Sutton Scarsdale estate. In 1901 he was Chairman of the International Gundog League which had the aim (as it has today) of furthering the interests of working gundogs. But soon after the publication of the 2nd Edition of this book there came a significant event. He resigned from judging dog shows because he felt that the type found on the bench had nothing to do with the breed he knew as a worker in the field. As Argus Olive commented in Country Life at the time, 'Formation in the Pointer and Setter means a great deal; but instinct means more'." [ler aqui]

DIALOGOS DE LA MONTERÍA


Dialogos de la Montería

El más noble método y el mejor deporte que existe es (las perdices) matarlas con perros de punta (perros de muestra), lo cual se hace del siguiente modo: es necesario encontrar la perdiz mediante las facultades del perro y éste no puede encontrarla tan bien mediante la vista o el oído como por el olfato; lo primero que debe hacer el cazador, al llegar al terreno, es constatar la dirección del viento, ponerse de cara a él y buscar de este modo las aves metódicamente en los lugares dónde es factible que se encuentren. Llegado al primer cuartel (campo a cazar), el cazador elegirá el punto más elevado y partirá de allí soltando a su perro y obligándole a mantener su búsqueda cruzada frente al viento; (...)

Después de haber batido este campo se pasa al siguiente, situándose siempre en el punto más elevado, de forma que se puedan ver mejor los vuelos de las perdices, es decir, los puntos donde éstas se echan a tierra. Siempre que el cazador se encuentre próximo a la caza, dirigirá a su perro con el silbato más que con la voz, evitando así el ruido, que tanto molesta a las perdices.

Cuando el perro las encuentra comiendo (es decir antes de que se levanten), tan pronto como las encuentre y quede en muestra, el cazador debe avanzar rápidamente para ejecutar la maniobra de aproximación: comienza por describir una curva bastante grande, que se estrecha gradualmente hasta que alcanza la vuelta o punta del perro, creo que el cazador debe situarse de cara al lugar hacia el que indica la cabeza del perro en la muestra, porque generalmente ahí está la caza; de este modo, el cazador adormecerá a la caza de tal suerte que podrá tirarla, si es necesario, en todo momento; continuando así el cazador disminuirá constantemente su movimiento envolvente y, acechando sin descanso el lugar hacia el que indica la cabeza del perro, se mantendrá preparado para tirar a la caza que ciertamente se agazapa allí. Y siempre, cuando el cazador gira alrededor de las perdices que comen, menos probabilidades tendrá de tropezar por azar, con un pájaro que se separa del resto; y si este pájaro levanta el vuelo, normalmente los demás harán lo mismo. Por tanto, para no arriesgarse a tamaña desgracia, es necesario que el cazador divise los pájaros justo a tiro del lugar donde él se encuentra, enfrente del perro, porque si va más lejos probablemente hará volar al bando. Finalmente el cazador debe, siempre que sea posible, tirar antes de haber completado el círculo entero, porque las aves que comen aguantan mal
"

[Citação de William Arkwright dos 'Dialogos de la Montería' [manuscrito anónimo, sec. XVI], de Luis Barahona de Soto]

CAÇADOR


"Hunter on horseback with dog"

"Hunter on horseback with dog, from Princess Yongtai's tomb, c. AD 706" [via, com a devida vénia, The British Library]