sábado, 17 de fevereiro de 2007

ARTE DE CAÇA DA ALTANERIA - DIOGO FERNANDES PERREIRA

"Diogo Fernandes Ferreira foi pagem do senhor D. Antonio Prior do Crato, e creado em sua casa desde tenra edade. Parece que nasceu pelos annos de 1546, e vivia ainda ao que se vê em 1616. Nada mais hei podido apurar a seu respeito (...)

Arte da caça da Altaneria, dirigida a D. Francisco de Mello, Marquez de Ferreira, Conde de Tentugal, etc. Repartida em seis partes. Lisboa, por Jorge Rodrigues 1616. 4.º do VI 118 folhas numeradas na frente, afóra o indice no fim (...)

Traz no principio uma advertencia dos vocabulos da arte, e da significacão d'elles, e no corpo da obra mistura algumas vezes com as materias de que tracta differentes noticias mythologicas, philosophicas, e de historia natural, em que se mostra sufficientemente versado para o tempo em que escreveu (...)

Todos os nossos philologos concordam em que esta obra é classica nos termos pertencentes à materia de que tracta, e ainda nos outros foi tida em algum respeito por Francisco José Freire, que nas suas Reflexões sobre a lingua portugueza muitas vezes auctorisa com ella o emprego de certos vocabulos. Porém o sr. Rivara nas notas á parte II das Relexões, pag. 172, extranha que tal se désse: porque, diz elle, a obra lhe parece suspeita em pontos de linguagem, por ser mal e incorrectamente impressa, e achar se crivada de erros, até de regencia da oração; o que não quer dizer que não abunde em muitos termos de falcoaria, etc ..."

[in, Diccionario Bibliográphico Portuguez, de Inocêncio Francisco da Silva, Tomo III]

MESTRE GIRALDO


Mestre Giraldo e os seus tratados de Alveitaria e Cetraria - por D. Carolina Michaëlis de Vasconcelos

[in, Revista Lusitana, Volume XIII, Imprensa Nacional de Lisboa, 1910]

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

DIÁLOGOS DE LA MONTERIA - LUIS BARAHONA DE SOTO (SÉCULO XVI)



"Diálogos de Montaría" [com estudo preliminar de José Lara Garrido e notas de Antonio M. Fernández, edição da Associación para el Desarrollo Rural de la Comarca Nororiental de Málaga ASR-Nororma, Archidona (Málaga), 2002. A edição de Madrid é de Francisco R. de Uhagón, 1890]

TRATADO DE MONTERIA


Tratado de Monteria del Siglo XV - Duque de Almazan

"(...) Proemio
+
IHESUS
Recuerdome agora, muy noble Señor hermano, ave- / ros una vez dicho, en son más çercano a burla que a / beras, se queríades que os escribiese algo sobre el oficio de la Montería.

Paresçiome en vuestra respuesta que si lo hiciese vos / agradaría, pues tan solamente con el dicho vos agradé; / por tanto deliberé de lo poner en obra, por algunas / razones: la primera, por vos conplazer; la segunda por/que me paresçe que vos levantais montero natural de / coraçon; la terçera, porque mejor creays lo que se que / no dubdares, el amor que vos he, en conocimiento del / qual mas claramente verneys quando aquí veays que por / vos agradar quiero venir en estas dos cosas: la primera, / en aver de haser obra la qual manifestará mi poco saber / a quien por ventura lo ynorava; la segunda, que puedo // pag. 126/ ser retraydo y culpado de presunción en atreverme a /escrever sobre cosa compuesta non solamente por vno / solo mas por muchos syngulares monteros (...)" [continuar a ler, aqui]

[in, 'Tratado de Monteria del Siglo XV', Manuscrito del Museo Británico Publicado y Anotado por el Duque de Almazan. Madrid 1936]

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

LIVRO DA MONTARIA

"Livro da Montaria feito por D. João I Rei de Portugal. Conforme o Manuscrito nº 4352 da Bibliotteca Nacional de Lisboa. Publicado por ordem da Academia de Sciencias de Lisboa por Francisco Maria Esteves Pereira. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1918"

Eis El-Rei D. João I a aconselhar os monteiros, a ensina-los a que horas passava "o porco-bravo" e como se saberia pelas suas pegadas. O grande caçador disserta, ainda, "como se distingue as pegadas de javali das do veado" e como, por isso mesmo, se deve "examinar a frescura da terra, os paus quebrados, as ervas pisadas, e o orvalho, se o há". Livro de montaria, da perfeita montaria, de caça, mas também um testemunho da própria organização social e política do reino. Afinal servir o Rei seria sempre o mesmo que servir o país. Tanto na guerra como a "cercar" o javali. Obra notável a todos os títulos.

Sobre o livro, refira-se como complemento: Vocabulário de caça no "Livro de montaria" de D. João I, de Maria Madalena Álvaro Dionísio Branco, Lisboa, 1959 / Libro de Montería del rey Juan I de Portugal [ed. facsímile, introd. Manuel Terrón Albarrán e trad. de Gonzalo de Macedo Sherman], Madrid, Circulo de Bibliofilia Venatoria, 1990 [nota: facsímile da copia da BNP] / Bibliografia clássica do livro da montaria de D. João I, por Maria Helena de Teves Costa Urena Prieto, Coimbra, Associação Internacional de Lusitanistas, 1992 / A arte de ser bom cavaleiro [Tese mestrado em Literatura Portuguesa, Univ. Lisboa - Texto policopiado], de Maria Isabel Dias, 1995 / O homem, o animal e a floresta [Texto policopiado]: uma abordagem ao Livro da Montaria de D. João I de Portugal, por Maria Manuela Ribeiro de Almeida Gomes, Univ. do Minho, 1997 / Livro de Montaria feito por El-Rei D. Joao I de Portugal, c/ introdução, leitura e notas de Manuela Mendonça, Mar de Letras, 2003

domingo, 11 de fevereiro de 2007

MANUEL SEVERIM DE FARIA


Manoel Severim de Faria, in Discursos varios politicos ,impressos por Manoel Carvalho, impressor da Universidade, 1624

[ver e ler - aqui download integral da obra - o Discurso III, "Com que condições seja Louvavel o exercicio da Caça"]

La Caza en el Medievo Peninsular - por María Isabel Montoya

« ... caza con aves, 'arte de volatería' o 'cetrería', comenzó a practicarse de forma generalizada en la Península Ibérica en la Alta Edad Media, aunque sería en los siglos posteriores en los que alcanzaría su época de mayor apogeo al convertirse en una de las actividades preferidas por las categorías nobiliarias, especialmente por la más alta aristocracia [Menjot, pág. 255], ya que 'para el guerrero medieval, no se trataba sólo de una diversión, sino que su práctica ayudaba a fortalecer el cuerpo en contacto con los cambios atmosféricos: el calor, la lluvia, el viento...' [Núñez Rodríguez, pág. 539]; es decir, en esa práctica el cuerpo jugaba un papel importante al igual que los caballos, los perros y, cómo no, las aves.

Los beneficios que reportaba al caballero esta forma de caza aparecen en el Libro de la caza con aves del Canciller Ayala:

'(...) Et por escusar estos dapnos que vienen al ánima et al cuerpo en estar los homes ociosos, fallaron aquellos que ovieron de criar los fiios de los reyes et de los príncipes et grandes señores, que los toviesen á todo su poder guardados de ser ociosos, et trabajasen et ficiesen ejercicio por sus personas et cuerpos en algunas cosas buenas et honestas, con que tomasen placer sin pecado, sirviéndose et aprovechándose de las cosas que Dios crió et fizo para servicio del home, segund dicho es. Et entre las muchas maneras que cataron et fallaron para esto, vieron otrosí que era bien que los señores et príncipes anduviesen algunas horas del día, como de la mañana et en las tardes, por los campos, et mudasen el aire, et feciesen con sus cuerpos ejercicio. Et pues que así andaban, que era bien que hobiese homes sabidores en tal arte, que sopiesen tomar de las aves bravas, et las asegurasen et amansasen, et las ficiesen amigas et familiares del home [Canciller Ayala, Libro de la caza con aves, págs.144-145](...)'»

[María Isabel Montoya, La Caza en el Medievo Peninsular - ler o texto aqui]

Libro de los Animales que Cazan - Moamin

Moamin, aliás Mohamed ben Abdulla ben Omar el-Bazyar, falcoeiro do século IX, algures residente em Bagdad, durante o período de ouro do Califado Abásida (e na altura o mais importante centro da cultura muçulmana), deixou-nos uma obra (considerada) excepcional sobre caça, aves, suas enfermidades e demais assuntos. O Livro de Moamin (Book of Maoamin) foi traduzido do árabe para o castelhano, sob os auspícios (possivelmente) de Afonso X, O Sábio, e está conforme o manuscrito (RES 270-217) presente na Biblioteca Nacional de Madrid.

A edição ao lado, "Libro de los Animales que Cazan", tem um estudo e notas de José Manuel Fradejas Rueda, Editorial Casariego, Madrid, 1987.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007


ElRey foy á caça

"Entrado o verão, ElRey foy á caça hum dia, com aves e montaria: com elle muytos senhores, que era grão numero de gente. ElRey hia assentado em hum andor aos hombros d’homens, em que se podia asentar em cadeira quando queria, todo forrado de folha d’ouro e pedraria, cuberto com panno de brocado, e outra cubertura mais alta d’outro panno, por resguardo do sol; ElRey vestido de camisas brancas compridas, e em cyma em huma rica cabaia, e na cinta huma adaga d’ouro e pedaria, e na cabeça touquinha branca detrás d’ElRey cem cavallos selados gornecidos d’ouro e prata, cubertos com telizes de panno de seda de cores, compridos até meã perna, que pages levarão a destro; e detrás o seu estribeiro mó. Toda a gente hia afastada pelas bandas casy meo tiro de besta (...) E chegando a hum grande campo onde avia de ser a caça, o caçador mor apartou a gente per ordem derrador do campo, que fiqou em meo espaço de duas legoas e mais; ElRey se pôs no meo do campo ao pé de huma arvore, qm cyma da qual tinha huma casinha em que se pôs alto, que via todo o campo; e com elle estavão homens com aves de todos as sortes, e muy fremosos e grandes falcões, e lebréos, e galgos, e onças caçadoras; onde ally estava Miguel Ferreira com huma lança, que lhe ElRey mandou dar pêra matar a caça.

A gente per fora correrão e baterão os matos, com que deitarão as alimárias péra o campo, per onde corrião e andarão de huma parte pêra outra, de que nom podião fogir, que a gente tinhão cercado, que de todas as partes lhe bradavão e tangião cornetas e bozinhas; com que a gente com muyta ordem se veo çarrando pêra onde estava ElRey, que o campo ficando pequeno era cheo de muytos porqos, veados, gazellas, lebres, e outras muytas sortes d’alimarias, a que ElRey mandava deitar os ca~es, e pelejavão e aferravão a caça, e recolhia hum e mandava deitar outro em ajuda, e assy as onças, que tudo vinha ter ante ElRey"

[Gaspar Correia, Lendas da Índia, ..., Livro Segundo em que se recontão os famosos feitos de D'Afonso D'Alboquerque, ..., Tomo II, Lisboa, Typ. da Academia Real das Sciencias, 1860]
José Paulo de Mira e Carvalho [1808-1883?]

"José Paulo de Mira e Carvalho, nasceu na Vidigueira, a 29 de setembro de 1808. Filho do desembargador José Paulo Teixeira de Carvalho e de D. Francisca Peregrina de Mira. Abastado proprietario, entregando se com paixão ao estudo e aos exercicios venatorios. Vivia na sua casa em Evora, e constava que tinha recusado varias mercês honorificas. Os opusculos, impressos por diligencias e instancias de amigos, têem tido limitadissima tiragem, e o auctor deixava os correr sem retoques, observando que elle não os escrevera para o publico mas para se distrahir. Morre em Evora, creio que em 1883 ou 1884"

Obras: Uma noção da caça do javali. Evora, na typ. do governo civil, 1872. 8.º gr. de 43 pag., e 1 de errata. No fim as iniciaes do auctor / Alguns preliminares para a caçada dos pombos bravos. Ibi, na typ. de Francisco da Cunha Bravo, 1873. 8.º gr. de 39 pag. / Um brado contra as monterias de cerco aos lobos na provincia do Alemtejo. Ibi, na mesma typ., 1875. 8.º gr. de 18 pag."

[in Dicionário Bibliográfico Português de Inocêncio Francisco da Silva, Vol. XIII]

Nota: No Dicionário de pseudónimos e iniciais de escritores portugueses, de Adriano Guerra Andrade (BN), diz-nos que o autor assina também como "J. P. de M. e C."

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007


Jacques Bugnion [1924-2006]

[nota enviada por Baudouin Van den Abeele, editor, para o newsgroup Medbeast-L, referindo a morte de Jacques Bugnion]

"Chers collègues en études cynégétiques, chers amis,

J'ai le regret de vous annoncer le décès de Jacques Bugnion.

Au mois de janvier, je lui adressais le texte de Jérémy Loncke sur les traités médiévaux relatifs aux chiens (prochain volume de la Bibliotheca Cynegetica), afin qu'il me donne ses remarques d'expert. C'est son épouse qui me répond que Jacques est décédé le 1er janvier, d'un cancer du foie.

C'est assurément une surprise pour tous et une grande perte pour notre domaine d'intérêt commun. Homme de grande affabilité et de grande exigence, il aura été pour plusieurs d'entre nous un interlocuteur passionné. Sa connaissance intime des chiens de chasse et de leur histoire était profonde et nourrie par la pratique.

Le livre auquel il travaillait depuis une bonne dizaine d'année, 'Les chasses médiévales', a heureusement vu le jour à temps, en 2005. Il offre les clefs pour une bonne compréhension des lignages et des métiers des chiens de chasse, domaine qu'il maîtrisait comme personne. Cela a été une grande joie pour lui que de le voir enfin paraître, au terme d'un 'esclavage textuel' dont il me contait avec humour l'avancée. C'est en quelque sorte son testament scientifique et nous pourrons tous recueillir le plus grand bénéfice de sa lecture.

Avec mes sentiments les plus amicaux

Baudouin Van den Abeele" [09(02/2006]

Les chasses médiévales - Jacques Bugnion

"Ce livre, un des premiers ouvrages du genre, expose les différentes techniques que les chasseurs médiévaux utilisaient pour capturer le gibier: archerie, vénerie, volerie, oisellerie, piégeage, etc.

En même temps, il définit les différentes espèces de chiens de chasse: en premier lieu le brachet, le lévrier et l'épagneul, par la suite, les chiens courants, les chiens de force et le chien couchant. Trois directions de recherches sont privilégiées: la nomenclature selon les textes latins, germaniques et français; pour chaque espèce, le métier spécifique issu du dressage et de la sélection; la typologie des nombreuses canines. L'étude commence à la période gallo-romaine, elle couvre les Lois des Nations Germaniques, les chroniques anglo-normandes, les
encyclopédies, les traités didactiques du XIVe siècle et enfin toute la littérature médiévale des XIIe et XIIIe siècle. Pluridisciplinaire, elle suscitera l'intérêt du médiéviste, de l'historien des animaux, du lexicographe autant que celui du chasseur. Le texte est agrémenté d'une illustration de haute qualité, sélectionnée parmi l'abondante iconographie médiévale"

[In Amazon fr, ler mais aqui]

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007


Incunábulo - [Brézé (Jacques de)]. Le Liure // De la chasse du grant seneschal de // Normendie. Et les ditz du bon // chien soulliart : qui fut au roy loys // de France. xi. de ce nom. S.l. [Paris], PC [Pierre Le Caron], s.d. [1494?]

"C'est sur cet exemplaire que fut faite la réimpression de 1858 par les soins du baron Pichon"

"...le grand sénéchal de Normandie, Jacques de Brézé, personnage historique très important de la fin du xve siècle, lié par son mariage à la famille royale; que ce recueil témoigne, de manière rare, de la multiplication d'éditions en langue vernaculaire, phénomène propre à la France de cette époque; qu'il s'agit du seul exemplaire connu de l'unique édition de ces deux oeuvres et vraisemblablement d'un incunable; que, par la richesse de son vocabulaire cynégétique, son style et sa versification parfaitement maîtrisés, il constitue une source de connaissance exceptionnelle de la langue française à l'orée du xvie siècle; que cet opuscule imprimé, formé au xixe siècle, a figuré dans les collections des bibliophiles français les plus connus; qu'il apparaît donc comme un document remarquable pour l'histoire de l'imprimerie et de la bibliophilie française, ainsi que de la cynégétique" [ver aqui]

Cão de parar - anotações ao livro do Cdt G. de Marolles

O comandante Marolles, considera, para efeitos de um debate sério sobre o "cão de parar", a necessidade de precisar (etimologicamente, historicamente, socialmente) o conceito de "parar" e a expressão associada, "cão de parar", contendo, inevitavelmente, na sua enunciação o termo "pointer". Assim, Marolles re(dis)corre a copiosos trabalhos publicados por especialistas e dedicados exegetas, antigos e modernos, procurando ordenar ideias e assumir postulados. Porque é importante tal resenha bibliográfica, porque é também um delicioso historial da literatura cinegética, registe-se alguns dos autores citados:

- Albert le Grand [De falconibus]
- Aldrovandus [De Quadrepedibus]
- Alphonse Toussenel [L'Esprit de Bêtes, 1847]
- Amédée-Victor Meunier [Sélection et Perfectionnement Animal, 1895]
- Arrien ou Arrianus de Nicomédie [Traité de la Chasse, trad. fr. 1690,..., 1912]
- Buffon (George-Louis Leclerc de) et Lacépède (Comte) [Histoire naturelle générale et particulière, avec la description du Cabinet du Roi, 1749-1789]
- C. A. Piétrement [L'Origine et l'Evolution intellectuelle du Chien d'Arrêt, 1888]
- Charles d'Arcussia [Fauconnerie, Aix, 1598, ed. seg. 1605]
- Desgraviers (Éléonor et Auguste Leconte) [Art du valet de limier, avec la manière la plus simples de dresser un chien de plaine, Paris, Prault, 1784,..., 1786]
- Dunoyer de Noirmont [Histoire de la Chasse, 1868]
- Ferdinand de Cassasoles [Le Guide du Chasseur au Chien d’arrêt, 1864]
- François Saint-Aulaire [Fauconnerie, Paris, 1819]
- Gaffet de la Briffardière [Nouveau Traité de Vénerie, Mesnier Imprimeur, 1725]
- Gaston Phoebus [La Chasse de Gaston Phoebus Comte de Foix,..., 1854]
- Georges Benoist [Nos Chiens de Rapport, Vincennes, 1913]
- Giovanni (Tito) [dito Scandianese] [I quattro libri della caccia, 1556]
- Goury de Champgrand [Traité de Vénerie et de Chasse, Hérissant, 1769,..., 1776]
- Guillaume Tardif [L'Art de la Fauconnerie et les Chiens de Chasse, 1492]
- J. A. R de La Vallé [La Chasse à Courre, Paris, Hachette, 1856]
- J. B. Bastien [Nouvelle Maison Rustique ou économie rurale, 1798,..., 1804]
- Jacques Du Fouilloux [La Vénerie, Poitiers, Marnefz, & Bouchetz freres, 1561]
- Jean-Jacques Langlois [Dictionnaire des termes de Chasse, Paris, Prault, 1739]
- Le livre de la chasse du grand sénéchal de Normandie, éd. Jérôme Pichon, 1858
- Louis Testard [Les Perdrix, Paris, 1900]
- M. G. de Mortillet [Origine de la Chasse et de la Pêche, Paris, 1890]
- Mohamed el Mangali [Traité de vénerie, trad. árabe por Florian Pharaon, 1880]
- Nicolas Koutepof [La Chasse Grand-Ducale et Tsarienne, 1896]
- Olina [Le Parfait Chasseur, 1662]
- P. A. Pichot [La Fauconnerie en Angleterre et en France, 1865 / Les Oiseaux des Sport, 1875, onde vem incluído "Les Chasses d'un Emir syrien du XII siècle"]
- Paul Dechambre [Le Chien, La maison rustique, 1921]
- Pierre Mégnin [Le Chien et ses Races, Editions Vincennes, 1897]
- Schlegel [Traite de Fauconnerie, 1844-1853]
- William Arkwright [The Pointer and His Predecessors, 1902; ed. fr. 1907]
- Xénophon [De la cynégétique, ou Art de la chasse, trad. fr. 1801]

sábado, 27 de janeiro de 2007


Chiens de Faucon Chiens d'Oysel Chiens d'Arrêt - por G. de Marolles

"... L'histoire du chien d'arrêt est mêlée à celle du chien courant et à celle du chien d'oiseau que est liée elle-même accessoirement et irrégulièrement à celle de la fauconnerie, branche de l'oisellerie.

'Le chien d'arrêt est nê à la suite de la Fauconnerie'. Toussenel le dit; encore faut il expliquer la part de vrai de cette idée si joliment rappelée par le terme anglais 'Flush' que le Baron Jaubert signale être issu de To Flush, mettre à l'essor (Le Pointer, p.131).

(...) D'où la nécessité de recommencer les recherches qu'ils n'ont pas achevées pour compléter l'Histoire de tous les termes cynégétiques modernes. Phoebus, Gace de la Bigne, Du Fouilloux, et Claude Gauchet leur sont connus ainsi que les Romans du moyen age ..."

in, 'Chiens de Faucon Chiens d'Oysel Chiens d'Arrêt, de G. de Marolles, Les Éditions de L’Éleveur; Paris, 1922'

[a continuar]

A Caça no Brasil

Curioso "Manual do Caçador ... em toda a America Tropical acompanhado de um glossario dos termos usuaes da caça, ..., Rio de Janeiro, 1860".

"Dos Cães de Caça:

... todas as espécies de cães se pode, por meio da educação e ensino, tirar partido para aquella caça a que mais os tiver ageitado a natureza; pois fora absurdo querer destinar a perseguir veados um cão pesado e de pernas curtas, ou a seguir as pacas, na terra e na agua, e a metter-se pelas suas tocas, um grande rafeiro ou mastim. Fundadas nesta verdade os caçadores distinguem principalmente os cães, segundo aquella para que, em virtude dos seus dotes e propensões naturaes, os destinam com mais vantagens do que outros: assim chamam cães de mostra ou perdigueiros os que especialmente se votam à caça das perdizes. Estes são de rastro (setters) quando seguem a perdiz com o focinho no chão, e ventores (pointers) quando farejam de alto, que são os mais estimados ..."

[ler integralmente a obra, aqui]

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007


Falconry: James Edmund Harting

"A Catalogue of Books Ancient & Modern Relating to Falconry. With Notes, Glossary, and Vocabulary"

Trata-se da edição facsimilada da obra publicada por Bernard Quaritch, em 1891.

Refere um conjunto curioso de livros, em diferentes línguas, entre os quais aparece citado a rara e estimada obra em português, "Arte da Caça de Altaneria composta por Diego Fernandez Ferreira, moço da Camara del Rey, & do seu serviço, dirigida a Dom Francisco de Mello, Marquez de Ferreyra, Conde de Tentugal ..., Lisboa, 1616".

[ler o Catálogo, aqui]

Hawking Or Faulconry

"Hawking or Faulconry was originally published in 1686 as part of the author's classic work - 'The Gentleman's Recreation', and is now considered an important milestone in the early history of Falconry. First editions of this work are now extremely rare and consequently expensive.

(...) This is a fascinating read for any Falconry enthusiast or historian, but also contains much information that is still useful and practical today. Many of the earliest sporting books, particularly those dating back to the 1800s, are now extremely scarce and very expensive"

[leia aqui e compre, aqui mesmo]

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007


Gaston Phoebus [1331-1391] - Livre de Chasse

"Je Gaston par la gràce de Dieu surnommé Febus, comte de Foix, Seigneur de Bearne qui tout mon temps me suis délecté en trois choses, c’est à savoir en armes, en amours et en chasses ..." [Gaston Phoebus]

Gaston Phoebus (Gaston III ou Phebus), Conde de Foix e Visconde de Béarn, mandou redigir um grande "tratado sobre a caça", o Livre de la Chasse [s.d (1387), reimpresso em Paris em 1515 (por Jean Trepperel), depois em 1520], obra da maior referência na literatura cinegética. Apontado como um dos maiores tratados clássicos é, várias vezes, mencionado na literatura portuguesa sobre a caça e o cão de parar, como na obra do Padre Barroso (O Perdigueiro Português), que cita artigos da Gazeta das Aldeias onde a obra é relatada.

Locais: BNF / Gaston III de Foix-Béarn / Pierre Tucoo-Chala / Le Livre de la Chasse / Gaston Phébus, le Lyon des Pyrénées / Le livre de la chasse (Lire)

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007


Arte de Cetreria de Federico II (Siglo XIII)

"El conservado en la Biblioteca Apostólica Vaticana, ms. Pal. lat. 1071, datado en la segunda mitad del siglo XIII, escrito a dos columnas a lo largo de 111 folios de pergamino de gran tamaño (360 x 250 mm.) es el más famoso y conocido de todos los testimonios de la obra federiciana a causa de sus hermosísimas ilustraciones. En su márgenes se encuentran 170 figuras humanas, más de 900 aves, no sólo de halcones y azores, aves empleadas en la caza, sino de toda suerte de aves (faisanes, gansos, garzas, grullas, abubillas, pelícanos, patos, córvidos, avefrías, zarapitos, avutardas, sisones, etc.), doce caballos, otros 36 animales variados (ciervos, perros, lagartos, ranas, roedores, liebres, un carnero), peces en el mar y en lagunas y ríos, árboles, roquedos, edificaciones, un barco de vela, una barca, además de numerosas alcándaras, bancos, caperuzas, pihuelas, lonjas, luvas, anillos, tornillos, malleolus y otros utensilios necesarios para la práctica de la cetrería.

(...) El volumen de comentarios que acompañará al facsímil del manuscrito de la Vaticana, realizado por José Manuel Fradejas Rueda, máximo especialista español en los libros de cetrería medievales y renacentistas, incluye una detallada biografía de Federico II de Hohenstaufen, una historia minuciosa de la literatura cetrera en lengua latina que precedió a la magna obra de Federico II, así como un análisis detallado de la obra, de su contenido, de su azarosa transmisión, comentario de las miniaturas. Incluye, asimismo, la primera traducción al español realizada directamente desde el latín del De arte venandi cum avibus, basada en la mejor edición del texto, la publicada por Carl Arnold Willemsen en 1942 y que hoy es uno de los libros de cetrería más buscados, puesto que la edición fue prácticamente destruída durante la Segunda Guerra Mundial. La traducción lo es del texto completo de la versión de seis libros junto con las adiciones del rey Manfredo, y ha sido realizada por el Dr. Zacarías Prieto Hernández († 2004) y la ha revisado y anotado minuciosamente José Manuel Fradejas Rueda"

[ler Aqui. Sublinhados nossos]