in De La Chasse (
parte III), "
Histoire de la vie privée des français depuis l’origine de la nation jusqu’à nos jours", Paris, 1815 (nova edição),
tomo I, p. 407 [
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De notar no recurso feito à citação bibliográfica de
Mr. De Selincourt, “
Le Parfait Chasseur, pour l’instruction des personnes de qualité ou autres qui aiment la chasse ...,
A Paris, Chez Gabriel Quinet ..., 1683", um aviso insuficiente em nota de roda-pé, sem qualquer referência à página consultada. O que é lamentável e não se aconselha.
Ora a dita referência a
Selincourt vem no
Capítulo XXI – "
De la Chasse des Levriers" -, p.p.
134-138. E, aqui, a transcrição do texto de
Selincourt não é totalmente correcta e está, mesmo, truncada. Assim, quando o autor de "
Histoire de la vie privée ..." nos encaminha para o segundo grupo de galgos [
ver acima], citando
Selincourt, refere o cão francês, inglês e polaco (
!?), não citando (e está lá, para quem quiser ler) o cão
português e o
turco [
cf. Selincourt, p. 135].
Na p.
136, ainda sobre este assunto, e ainda na segunda espécie de galgos, há uma outra referência de
Selincourt ao cão português ["
Les Portugais en ont aussi de fort bons, mais ils sont de deux sortes: les uns pour les plaines, les autres pour les montagnes. Ceux des plaines sont estimes …"].
Começa a ser preocupante, de facto, que as constantes citações a alguns autores –
Selincourt, e em particular a sua douta monografia – sejam feitas de forma imperfeita, incompleta ou mesmo de registo grosseiro. Sendo certo que o
repertório bibliográfico sobre o cão de caça é vultuoso, antigo no tempo e, por isso, difícil de encontrar com facilidade, tal não pode significar que
as fontes não devam ser rigorosas. Para que os erros e as omissões não criem "
cismas na alma".
Et pour cause ...